igreja cristã maranata – A PALAVRA MATA MAS O ESPÍRITO VIVIFICA? – o que esse versiculo realmente significa?

“A PALAVRA MATA MAS O ESPÍRITO VIVIFICA?”

Este verso vem sendo citado pelos anti-intelectuais tentando passar a imagem de que o conhecimento e o estudo teórico das Escrituras mata, porém, as experiências (que em sua maioria são emocionais e não espirituais concretas) vivifica e dá nos a vida.
Porém, como todo versículo fora de contexto é pretexto para heresias, vamos analisar esta passagem também e entendermos o que o autor da epístola (Paulo) queria dizer ao público do qual ele escreveu isto.

Vejamos:

“E é por Cristo que temos tal confiança em Deus; não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus, o qual também nos capacitou para sermos ministros dum novo pacto, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica. Ora, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fixar os olhos no rosto de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual se estava desvanecendo, como não será de maior glória o ministério do espírito?” 2 Co 3:6-8

É evidente que a “letra” à qual o apóstolo está se referindo são os dez mandamentos ou a lei como um todo, que foi dada a Israel com o propósito de provar o homem e revelar ser ele incapaz de seguir a lei. A Lei, portanto, é o sinal de contra-mão e nós aquele enorme caminhão entalado na rua estreita. Assim como faz o sinal, ela nos mostra que estamos na contra-mão e que nada podemos fazer de nós mesmos para sair disso, a não ser por uma obra de Deus. É aí que entra a graça, é aí que entra Cristo morrendo no lugar do pecador.

Portanto, quando o apóstolo diz que “a letra mata”, ele está dizendo que a lei tem o papel de condenar apenas, não pode dar vida. A letra da lei é a lente de aumento que revela o quanto sou mau e pecador. Um trecho de Romanos esclarece melhor isso:

“Pois, quando estávamos na carne, as paixões dos pecados, suscitadas pela lei, operavam em nossos membros para darem fruto para a morte. Mas agora fomos libertos da lei, havendo morrido para aquilo em que estávamos retidos, para servirmos em novidade de espírito, e não na velhice da letra. Que diremos pois? É a lei pecado? De modo nenhum. Contudo, eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás. Mas o pecado, tomando ocasião, pelo mandamento operou em mim toda espécie de concupiscência; porquanto onde não há lei está morto o pecado. E outrora eu vivia sem a lei; mas assim que veio o mandamento, reviveu o pecado, e eu morri; e o mandamento que era para vida, esse achei que me era para morte. Porque o pecado, tomando ocasião, pelo mandamento me enganou, e por ele me matou. De modo que a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom. Logo o bom tornou-se morte para mim? De modo nenhum; mas o pecado, para que se mostrasse pecado, operou em mim a morte por meio do bem; a fim de que pelo mandamento o pecado se manifestasse excessivamente maligno”. Rm 7:5-13

Concluímos portanto que neste trecho, Paulo está comparando a glória do velho pacto (AT/Lei) com a GRAÇA do NT dada por meio de Cristo. A lei santa foi dada por um Deus perfeito, à um homem pecador e falho, justamente para mostrar a pecaminosidade do homem e sua total incapacidade de se justificar/se salvar pelas obras da lei (Rm 7:5-13). Portanto, a lei (simbolizada por letra gravada em tábuas de pedra pelo apóstolo), serve para mostrar o estado decaído do homem. A letra (lei) mata, pois ninguém é justificado por ela, ela condena o homem. Somente pela graça dada por meio de nosso Senhor Jesus Cristo é que somos justificados e salvos em Seu Nome. Aqui na passagem, usada a expressão “o Espírito vivifica” enfatizando a graça/regeneração/novo nascimento e a lei escrita no coração (2 Cor 3.3) que veio no novo pacto mediado por Cristo Jesus.
Amém.”

Por Leonardo Henrique Mazzo

"A PALAVRA MATA MAS O ESPÍRITO VIVIFICA?"
CUIDADO com a versão que gedelti e outros hoje “pregam” pelo Brasil – essa é a versão do pastor da morte jim jones que andou aqui espalhando as heresias dele na decada de 60!

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