igreja cristã maranata – “A OBRA”: CONSTRUINDO HERESIAS

“Levantou-me o Espírito, e ouvi por detrás de mim uma voz de grande estrondo, que, levantando-se do seu lugar, dizia:Bendita seja a glória do SENHOR.”

(Ez. 3.12)

A apostila Os Valentes da Obra (1) evidencia que a mentalidade (conduta) de Obra – da qual é bem difícil alguém dela ficar livre – construída ao longo do tempo, é capaz de,  noite e dia, operar na imaginação dos beatos, desavisados obreiros e desencorajados pastores corrompidos pela heresia icemita e ainda agrilhoados ao misticismo pseudocarismático do sistema.

Buscar entendimento oculto das Escrituras,  e espiritualizar expressões ou frases isoladas do contexto próximo e conteúdo geral, indo além do plano semântico da passagem, é enredar a membresia com  extravagâncias de interpretação. Método extremamente perigoso. Na alegoria ou espiritualização a mente do intérprete não se prende às exigentes regras da Hermenêutica Bíblica.

Entenda: não há como checar o que ele interpreta, e não merece confiança o que ele diz ser doutrina revelada ou palavra revelada. Nestes casos (alegoria ou espiritualização) o intérprete busca o pretenso sentido oculto do texto, fazendo disto o padrão único. O pior acontece, quando ele está enredado por bajuladores, falsos profetas ou pastores subalternos que o apoiam descaradamente e proclamam: Deus falou!

Evidentemente, na terra de cego quem tem um olho é caolho. Não duvide: o olhar caolho da doutrina revelada busca algo com que possa acirrar a empáfia religiosa, desacatar as Escrituras Sagradas e encantar com empulhação além do que está escrito e do jeito que está escrito. Cegos guiando cegos e o Diabo bate palmas.

Esteja atento e bem disposto para o que você vai ler, pensar e refletir.

Criando ilusões

Complicada, confusa, dispersiva e mal elaborada, a apostila Os Valentes de Davi – Valentes da Obra é anunciada com ares de doutrina revelada além da letra e mistérios da Obra que veio da eternidade; mas não passa de grandiloquente imbróglio embrulhado em absoluta incerteza. Certamente, este “além da letra” passou a  jargão do maranatês e pedra de tropeço para o gedeltismo.

I) A apostila Os Valentes de Davi – Valentes da da Obra aparece bem no início dos Seminários da Obra e encontrou lugar de destaque no palco das ilusões e mitos da então incipiente monarquia pseudocarismática. Conteúdo dissimulado de exclusivo e integral apoio ao mestre-mor, o expositor inigualável da palavra revelada que veio da eternidade. (sic)

apostila afirma que Davi é tipo de Cristo. A burla aparece logo no início do referido texto. Assim começa a espiritualização. Expressamente. Ora, por mais que admiremos o afável poeta, diligente guerreiro, homem de seis mulheres e rei de Israel, é absolutamente incorreto afirmar que Davi é tipo de Cristo. Nem o desobediente, idólatra, multimilionário, ocultista e polígamo Salomão serve de tipo do Espírito Santo (como ensina o mestre); mas na espiritualização é possível, especialmente quando o profeta de bolso estremece a fala e proclama: falei através do meu ungido…

Definitivamente, as Escrituras Sagradas jamais permitirão esse tipologês do mestre que ignora a Epístola aos Hebreus e demais Escrituras; mas coloca a inerrância da doutrina revelada além da letraacima da inerrância das Escrituras Sagradas, enquanto debocha e continua debochando dos que se dedicam a exercer fé em Jesus e biblicamente pensar e pensar teologicamente.

II) A apostila nada nos fala do “evangelho da graça de Deus” (At. 20.24) que chegou até nós (1 Pe. 1.10-12; 2 Pe. 1.16-18). Ela está carregada de alegorias, fantasias, ficções e malabarismos que distorcem a intenção do Espírito Eterno ao inspirar o hagiógrafo que proclama (2 Tm. 3.16-17):

“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.”

A espiritualização de frases das Escrituras facilmente gera a doutrina revelada em afronta ao conteúdo ético, gramatical, histórico, inerrante, judicial, legal, natural, profético, santo, teológico e verdadeiro das Escrituras Sagradas. Ainda mais grave é a discriminação, que faz com insensatas proclamações de ser a ICM-PES, exclusivamente, a Igreja fiel, a Obra do Espírito, a única que tem a doutrina revelada. Deste modo, a esperteza do mestre-mor cai sobre sua cabeça entorpecida com o erro.

III) Ares de cabala e numerologia aparecem entranhadas nisto que o icemita-mor denomina de mistérios da Obra. Espiritualizando a expressão “trinta e sete” em 2 Sm. 23.39b., ele orgulhosamente proclama: 37 valentes => 3 = trindade 7 = perfeição (Obra perfeita do Espírito Santo).

Então, perguntamos: Qual trindade? Que ObraObra perfeita em quê? Como alguém consegue encontrar a trindade a Obra perfeitaescondidinhas na frase isolada do conteúdo e contexto geral das Escrituras? Não pergunte ao mestre-mor, pois ele  nunca dará explicações e dirá: mistérios da Obra.

Nada obstante, a lista desses guerreiros é maior que a anterior e se completa com o rol descrito em 1 Cr. 11.10-47 e 12.1-22, onde estão mencionados “os principais valentes de Davi que o apoiaram valorosamente no seu reino, para o fazerem rei… e eram dos valentes que o ajudaram na guerra”.  O mestre-mor jamais conseguirá demonstrar, como é que as listas de guerreiros (homens) sanguinários possam ser modelos de pastores para o Novo Testamento; mas além de espiritualizar ele incluiu mulheres (casadas ou solteiras) pois insistiu (ênfase nossa):

Os valentes da Obra também são assim: a irmã que enfrenta o marido não crente todos os dias; o jovem que se dedica ao serviço no Maanaim; os que abrem mão do conforto fazendo as madrugadas; a irmã que entende a revelação e abre mão da calça comprida; os pastores e obreiros que viajam; os trabalhadores do Maanaim; os que se gastam pela Obra.

Neste passo, a espiritualização da frase “trinta e sete” contraria o contexto, deixando-o completamente esvaziado de integração com o restante da Revelação Proposicional. E eis a empáfia icemita com mais um capítulo da doutrina revelada!  Não é verdade que mitos não precisam de sustentação?Ora, esse  esperto icemita intérprete dos intérpretes insistiu em chamar este blefe esquizofrênico demistérios da Obra.

IV) Assim, desde que o construtor de heresias afirma que 3 é o número da trindade, ele cai num círculo vicioso; porque o número 3aparece 14 vezes em 2 Sm. 23.1-39. Isolar somente o último versículo? O que acontecia na mente do pensante? Por que a atenção especial aocabalístico numero 37? Quem o inspirava? Quem o estimulava a dar continuidade à heresia? Só encontro esta resposta: ao espiritulizar“trinta e sete” intencionalmente, o mestre mergulhou a membresia no pior teologismo…

Considerando que o olhar caolho é capaz de dissimular e gerar a nebulosa revelação além da letra para cada frase das Escrituras; diante das 14 ocorrências do número 3 ao longo de 2 Sm. 23.1-39, o beato ignorante dará como correto: 3 (a trindade) e 14 > 2 x 7 (a dupla porção do valente da obra perfeita); e plenamente satisfeito o mestre dirá:  ele entendeu a Obra. Mas, o que se observa nestes casos é o seguinte: definitivamente o erro do mestre está introjetado na mente desse servo da Obra Maravilhosa.

Contra-golpeando esta palavra revelada, melhor será: 3 x 14 = 42 > 4+2 = 6 > número daqueles que aprisionam beatos e com mãos de ferro dominam os rebanhos de Deus. Dominadores, falsos mestres e falsos profetas nunca são transparentes.

V) A fim de entendermos o dano da espiritualização intencionalde frases da Bíblia e os malefícios decorrentes, o olhar caolho do construtor de heresias abusa da expressão bíblica “além da letra”, com o exclusivo e nefasto propósito de aprisionar os beatos com o jargão:Hoje a Obra é a igreja que compõe os 37 valentes.

Esteja certo de que este jargão é apresentado e reiterado com ares de augusta, inerrante e maravilhosa verdade… e os formatados dizem:Amém!

Infelizmente, o mestre-mor conseguiu introjetar na mente dos servos da Obra o enigmático e ininteligível status de valentes da Obra; porém, os erros e fracassos grosseiros nos cultos proféticos mostram que de valentes nada tem. Os retirantes que o digam…

VI) Aquele que elabora e institucionaliza jargões, descobriu que, de lerdos, beatos, formatados, obreiros e pastores subalternos nunca pensam; e por nunca pensarem, nunca exercem fé nas Escrituras, na sabedoria e no poder de Deus (cf. Rm. 1.16.17; 1 Co. 1.24), exatamente, por estarem empanzinados com doutrina revelada além da letra.

Beatos  encantados com a linguagem do não-pensamento facilmente se deixam FORMATAR nos modes do gedeltismo (eclesiasticismo fiosófico, místico, monárquico pseudocarismático) que nada tem de Evangelho de Deus. Esta linguagem do não-pensar, além de gerar jargões, franqueia portas para o falso profetismo que corre nasunidades locais da ICM-OBRA como fogo em palha seca e abre portas pa a ação de espíritos de engano.

Icemitas em geral e especialmente os formatados servos da Obraaprenderam a ecoar jargões. Ciclo vicioso! Quando alguém lhes pede a razão da fé, exlamam: OBRA MARAVILHOSA! Porém, se confrontados com o que Deus disse, do jeito que Ele disse,  eles respondem com agressões e maldições que aprenderam com a Mensagem Para Pastores 2007.

Infelizmente, a elite das elites dos icemitas (clero superior) e os pastores subalternos (crero inferior) depositam fé nos jargões do mestre muito religioso. Não tenho outro modo de dizer: eles depositam fé na crença do chefe icemita, por serem “néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram” (Lc. 24.25).

Neste contexto o maranatês identifica a linguagem do formatado servo da Obra. Esta formatação é conseqüência direta de algo eminentemente e intencionalmente ocultista: A FALSA UNÇÃO.

Insistindo na insanidade religiosa

O argumento de fundo é este: o mestre-mor espiritualizou a frase “trinta e sete”, e apresentou o que denominadoutrina revelada além da letra, querendo dizer que o ministério da Obra Maravilhosa é para valentes que, neste sentido estão dotados da mesma estirpe dos arrolados “valentes de Davi”.

Ora, fosse incontroverso esse argumento, deveria merecer confirmação e  pleno respaldo das Escrituras. Mas este ensino pseudocarismático resiste ao exame das Escrituras? Evidentemente, NÃO!

Portanto, cabe a pergunta: é possível espiritualizar a frase “trinta e sete” com outros contornos?

VII) Sim, é possível. E até bem entremeados com ensinos e expressões proféticas das Escrituras com dramaticidade e peso; ainda mais, porque a frase “trinta e sete” aparece inserida no curto versículo 39 do capítulo em comento. Nele está inserido o número 37, cabalisticamente considerado o número fixo do destino. (3)

Então, a partir do cabalístico número 3 de que o icemita-mor lançou mão para introduzir na ICM-OBRA a alegada e mística palavra revelada, também chamada de mistério da Obra, formulemos a hipótese:

a.  3 > a tríade satânica (Ap. 16.13);
b.  > cada um dos “filhos do diabo” (Ef. 2.1-3; Jo. 8.44; 1 Jo. 3.10);
c.  7 > a obra perfeita do “príncipe que há de vir” (Dn. 8.25; 9.26);
d.  30 > 5 x 6 = cinco continentes dominados pelo “príncipe que há de vir” , ou seja: o Grande Homem Maçônico; ou
e.  30 > 3 x 10 = dez supernações (governo internacional) sob o jugo da trindade satânica (Dn. 2.28-43 cf. Ap. 13.1-8; 16.13);
f.   37 x 6 = 222 > a terça parte do mistério profético está revelada;
g.  222 > 2+2+2 = 6 > número do homem capacitado pelo Diabo, o pai da mentira (Jo. 8.44; Ap. 13.2b);
h.  222 > número a ser multiplicado por 3 para revelar o mistério da besta;
i.  666 > número da besta, a que sobe do mar, “pois é número de homem” (Ap. 13.18) aquele que receberá apoio do “falso profeta” (Ap. 16.13).

VIII)  Assim conjeturando, demonstro que a espiritualização de frases das Escrituras cria imbróglios dos mais ousados. Infelizmente, a cegueira espiritual de muitos os faz acreditar em doutrina revelada… mistérios da Obra. O pior acontece quando algum falso mestre declara:ossorrevelô! Ou lança mão do prestante profeta de bolso, que instigado pelo agregado que se esgueira nas sombras, irrompe com a profetada:DEUS FALOU!

Alguém dirá: esta hipótese não faz sentido. Então, lhes direi explicitamente: o que não faz sentido é a elite dessa falsa Obra Revelada continuar aprisionando os beatos e enganando obreiros e pastores subalternos com espiritualização da frase “trinta e sete” em 2 Sm. 23.39b., como o construtor de heresias exige e impõe. Somente um apóstata, dissociado da realidade, fanático, herético, ilusionista, ignorante ou mestre obstinado e tendencioso consegue falar de a trindade e a obra perfeita do Espírito Santo em 2 Sm. 23.39b. Absurdo! HERESIA!

Entendo que o formatado icemita, como medo de pecar contra a Obra Maravilhosa, nem percebe que mantém o cabalístico número 37introjetado na mente, porque ele é estimulado (inconscientemente) a querer ser mais um vale(n)te da Obra Revelada. Lamentavelmente, confiante nas meias verdades do mistério da Obra que veio da eternidade; e enganado nos cultos proféticos e nos Seminários da Obra com espiritualizações, profetadas e revelagens, o icemita de carteirinha desenvolve a espiritualidade esquizofrênica(alienação da realidade) no modelo proposto sistematicamente.

Infelizmente, o mestre-mor decompôs o cabalistico número 37com a intenção de proclamar que a trindade (qual delas?) está presente na Obra perfeita (perfeita em quê?), para a forma(ta)ção dosvalentes da Obra. De conformidade com esta palavra revelada essesservos da Obra ou valentes da Obra é que serão os notáveis, ou seja: homens capazes de apoiar  o chefe icemita e os balcões de negócios; defender o gedeltismo e  interesses da instituição monárquica e pseudocarismática. Corporatismo! Cumplicidade!

IX) Desde que o olhar caolho além da letra descobriu a trindade e a perfeição da Obra dentro da expressão “trinta e sete” inserida nas entranhas do curto versículo 39; ainda conjeturando e decompondo o número 39 (3 x 13) chegamos ao seguinte: 3 > número da tríade satânica; 13 > 6 + 7 = número do homem maligno e ocultista na mais perfeita rebelião contra Deus; porquanto é dito que 13 é o número de Satanás. (4)

Do mesmo modo, aplicando a esperteza do construtor em espiritualizar frases das Escrituras, diremos que o número 39 aponta o adorador do diabo, o homem maligno em sua completa depravação e revolta contra Deus.

Então, concluímos: na frase “trinta e sete” o olhar caolho “além da letra”  encontrou a trindade e a perfeição da obra; mas embaraçou-se na heresia que guarda, em suas entranhas, a intensificação do mal.

X) Portanto, se o olhar caolho do construtor de heresias da obra perfeita que veio da eternidade acredita em força e mistério dos números; e que certos segredos da doutrina revelada aparecem escondidinhos em expressões numéricas e frases isoladas das Escrituras; diremos que ele conseguiu construir e erguer a doutrina revelada ao nível de dogma negrumoso e ocultista. Portanto, este ensino é herético. ENSINO DE DEMÔNIOS!

Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino: prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina. Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas.

CONCLUSÃO

A astúcia da elite icemita está na  formatação e na  manipulação de obedientes obreiros que não-pensemfazendo-os crer movidos pelo espírito de obediência à Obra como fonte de autoridade espiritual e poder pentecostal para serem  valentes… muito valentes. Autoridade espiritual?, capacitação sobrenatural? poder pentecostal e valentia? onde estão na prática? O evitar de desmascarar os falsos profetas e o fugir de expulsar demônios demonstram a fraqueza dos valetes (escrevi valetes). Os erros grosseiros nos cultos proféticos – fatos incontroversos notórios e públicos – provam o contrário da lenga-lenga do mestre-mor.

A ordem do monarca é imperiosa: ABSORVAM A OBRA! Deste modo, o chefe muito religioso impõe o DON (Doutrinas, Orientações e Normas do Presbitério cf. arts. 5º e 25 do Estatuto da ICM-PES), constantemente manipulado pelo  icemita mestre dos mestres e exclusivo modelo dos 37 valentes (quem lê entenda).

Assim, o clero superior despeja a doutrina revelada sobre o clero inferior; e estes obrigam as unidades locais à INDISCUTÍVEL OBEDIÊNCIA. Nesse construto hierárquico de profetadas e revelagens avalia-se a capacidade do servo da Obra ser erguido à condição de defensor da instituição e mero representante do presbitério naunidades locais, conforme o Estatuto Icemita.

Buscar entendimento oculto das Escrituras, além do plano semântico da passagem, é espiritualizar frases consistindo emextravagâncias de interpretação em completa DESARMONIA com o que Deus disse, do jeito que Ele disse. Método extremamente perigoso. Na espiritualização de frases das Escrituras a mente do intérprete não se prende às exigentes regras da Hermenêutica Bíblica, e não há como checar o que ele interpreta. Neste passo, o gedeltismo busca o pretenso sentido oculto do texto, fazendo disto o único padrão… e fracassa. E fracassa quem o imita…

Caindo no engodo de espiritualização de frases das Escrituras, em Ap. 8.5 o mestre-mor cometeu o pior dos erros: destituiu a Cristo Jesus de Seu Apostolado, Messianato e Sumo Sacerdócio, declarando: (5)

Enquanto os anjos se preparam para atender às determinações do Todo Poderoso, o fogo do altar (símbolo do Espírito Santo) é jogado sobre a Terra para os homens, que recebem diretamente do altar o calor das chamas incendiárias do poder de Deus, onde o Espírito Santo age cada vez com mais intensidade em seus corações, como apelo e preparo aos fatos que sucederão, evitando surpresa, o medo e o terror próprio dos desavisados. É a misericórdia de Deus preparando o homem para receber com alegria as suas intervenções.

Mergulhando ainda mais nesta erronia esquizofrênica, o chefe icemita insistiu em que três das quatro trombetas do Apocalipse tocaram (se assim for, já estamos na grande tribulação) e a quarta trombeta equivale à “última trombeta” de 2 Co. 15.52; quando, então, a Igreja Fiel (leia-se: a ICM-PES) exclusivamente será arrebatada“num abrir e fechar de olhos”. Erro em cima de erro. Milenar é o ensino da Escritura (Jó 5.12-13):

“Ele (Deus) frustra as maquinações dos astutos, para que as suas mãos não possam realizar seus projetos. Ele apanha os sábios na sua própria astúcia; e o conselho dos que tramam se precipita.”

Não é, pois, de admirar, que a augusta doutrina revelada… mistérios da Obra propalada pelo chefe muito religioso da ICM-PES, seja conveniente como encantamento dos incautos e instrumento de aprisionamento e manipulação dos obedientes e obtusos servos da Obra.

Nesta condição,  diáconos, mestres dos Seminários, obreiros e os referidos  representates do presbitério (pastores) anseiam e esperam pelo escondido na cartola ou na manga do paletó do mágico; e agrilhoados ao condicionamento místico-religioso da doutrina revelada além da letra, não mais conseguem enxergar o que está nas Escrituras SagradasO absurdo disfarce do poder camaleônico ficou introjetado na mente de cada icemita. Romper com esses entraves exige esforço indescritível.

O propósito deste artigo foi demonstrar em que resulta a alegoria (fantasia) na boca e na doutrina dos falsos mestres e incrédulos especializados na empulhação e na espiritualização de frases das Escrituras. 

Ora, a empulhação gera incrédulos e mata! A apostila em comento nos mostra que a Verdade do Evangelho ainda é mistério nesta ICM-OBRA, onde alegorias, dissimulações, espiritualizações das frases da Bíblia e o gasto e muito obtuso tipologês aparecem absolutos e indispensáveis no arranjo caracteristicamente dissimulado dos ensinos principais nos Seminários da Obra.

Os beatos dependentes e os obreiros subalternos aprenderam a confiar na crença do monarca muito religioso; e, deste modo dispensam o criterioso exame das Escrituras, bem como o exercício da fé no poder e sabedoria de Deus. E enquanto os valetes (escrevi valetes) dormem, os filhos do maligno incentivam o maranatês que continua crescendo qual joio no meio do trigo (Mt. 13.24-30,36-43). Laços do Diabo!

Por conseguinte, a doutrina revelada consegue encantar beatos, obreiros obtusos e pastores subalternos; mas não faz o mais mínimo sentido para os crentes firmes na “fé em Cristo Jesus” (Gl. 2.16) segundo as Escrituras; porque não somos “como os demais, que não têm esperança” (1 Ts. 4.13b). Mas logo aparecem decepções  falhas recorrentes, a ponto de obreiros dizererem: muita coisa está errada dentro desta igreja. Nesta condição de fidelidade a Cristo e às Escrituras Sagradas é que “seremos arrebatados… num abrir e fechar de olhos…” (1 Ts. 4.17; 1 Co. 15.52).

Portanto, ARREBATAMENTO JÁ!

Tenho por firme, que a porção das Escrituras que RECUSAMOS, é sempre aquela que nos torna INÚTEIS PARA O REINO DE DEUS. Cristão, escreva isto em seu espírito e esteja certo desta máxima. Dispensa demonstração por ser escrituristicamente verdadeira. Sua consciência já falou ai dentro do coração.

Você não precisa concordar comigo. Porém, NUNCA poderá dizer: ninguém me avisou.

NOTAS:

Artigo acrescido e revisado em 17.12.2011.

Artigo apresentado na Comunidade Já fui um Maranata em 31.08.2008. Daí em diante ele aparece em diversos Blogs e Sites. Atualização e re-estilização na data desta republicação.

Expressões e frases entre aspas e itálico pertencem à Almeida, RA-SBB. Aquelas sem aspas e em itálico aparecem em apostilas da ICM-PES.

(1) Antes que deletem, copie o conteúdo da apostila “Os Valentes da Obra” em http://doutrinarevelada.blogspot.com/2009/05/os-vanentes-da-obra-davi.html

(2) O Estatuto da ICM-PES emhttp://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=1278527&tid=2533346986709427110&na=4

(3) O cabalístico 37 é mais curioso do que se pensa. Os números 111, 222, 333, 444 etc., são todos múltiplos de 37, ou seja: multiplicando 37 por 3, 6, 9,… (seguindo a seqüência) obtêm-se estes mesmos números.

(4)  http://www.espada.eti.br/n1478.asp

(5) Gedelti V. T. Gueiros – Revista Personalidades – A Quarta Trombeta, ano IV, n. 13, 1998, pgs. 39-41. Neste mesmo sentido: Guia Verbo, 1a. ed., 2002, pgs. 20-30; VerboNews – Edição Especial – Editora e Marketing Ltda, n. 13, Ano 2, Abril de 2006, pgs. 20-24.

fonte: http://cavaleiroveloz.com.br/index.php/2011/09/a-obra-construindo-heresias/

Doutrinas da igreja cristã maranata

icm doutrinas e heresias da igreja maranata

icm doutrinas e heresias da igreja maranata

Não tenho nenhum interesse em denegrir nenhum segmento religioso, porém achei justamente a resposta deste tópico na WEB. Não quero que acreditem “de primeira mão” nesta lista, mas devem se aprofundar mais, quem tiver mais interesse em saber a verdade, para isso acessem: http://seitamaranata.blogspot.com/.

LISTA DE DOGMAS E HERESIAS (da ICM)
1. Utilização sistemática e fundamental da Bibliomancia
(de olhos fechados, abre-se randomicamente um livro, e a esmo ler um
fragmento de um texto ou versículo, dependendo do teor, positivo ou
negativo, se obtém a resposta – chamada pela Denominação de “consulta à
palavra”). É o meio pelo qual utilizam para resolver questões, dúvidas
e obter direções para áreas da vida pessoal (profissional, espiritual e
sentimental); bem como é o meio que usam para “consultar a Deus” sobre
a procedência de dons espirituais (visões e revelações); e, por fim,
para tomar conhecimento se “Deus” aprova ou reprova determinada decisão
administrativa da Denominação;
2.
A dogmatização de uma frase, isto é, transformando em reza, chamada
“clamor”, a qual consiste em iniciar orações petitórias recitando,
fundamentalmente, a frase Clamamos pelo poder do sangue de Jesus.
Toda atividade iniciada com uma devida oração é obrigatório o recite de
tal reza anteriormente, seja espiritual, profissional, seja nas
dependências da instituição ou não, enfim, sob pena de Deus não atender
à oração, abençoar atividade ou o pedido que estar a ser feito –
justificam. Esquecendo ou ignorando tal frase, imediatamente, o orador
é interrompido por um membro atento, o qual, então, recita a reza
devidamente; porque, assim não recitando tal frase, a igreja ou, se for
o caso, o membro, não foram purificados dos pecados, logo, não irão ser
abençoados ou não estarão aptos para realizar o que, afinal, estejam a
fazer em nome de Deus;

3. O Culto-Profético
consiste no “momento de busca” a Deus sobre as revelações e visões a
respeito das necessidades do subseqüente culto principal. A composição,
geralmente, é de 05 membros ou mais, permissivo somente àqueles que são
batizados na Denominação, ou que já fizeram o “Seminário de
Principiantes”. É realizado 30 minutos antes de todos os cultos, e
perdura comumente 15 minutos. Revelações são dadas com caráter
adivinhatório para saber quem, como e por que a pessoa, normalmente
visitante, estará no culto principal, por meio do qual, no final,
sempre o Senhor (ou um anjo) supostamente dá a benção à pessoa que fora
objeto do dom espiritual. Por revelação, também, determinam quem serão
os “varões” que ministrarão o louvor e a mensagem. Visões são dadas com
cunho metafórico e também adivinhatório, seguidas pela interpretação
dos ouvintes, que eles chamam de “discernimento da visão”, as quais
também são a respeito de visitantes ou membros que estarão no culto
principal;

• A Consulta dos dons
(visões e revelações) é realizada, fundamentalmente pela “consulta à
palavra” (Bibliomancia), pela qual, apresentado o dom, alguém presente
no culto-profético se levanta e recita o “clamor”, logo em seguida 03
consulentes abrem as suas Bíblias, e cada um ler um versículo, revelado
a esmo. Segundo eles, dependendo do teor dos versículos, obtém-se a
resposta da procedência dos dons espirituais, na melhor das 03
leituras. Por exemplo, se dois lidos tiverem teor positivo e um
negativo, é “amém”, o Senhor aprovou, e vice-versa;

4. Imposição indireta (“revelações”, “sonhos”, “conselhos” – chantagem para realizar certas atividades), de Usos e Costumes:
Homens devem está sempre com o rosto feito, com exceção do bigode que é
permitido; bem como, em regra, é impelido o uso de roupa formalista;
Mulheres devem, expressamente, se ataviar apenas com vestidos e saias,
e, alguns casos, o uso de certos adornos como brincos de argola são
proibidos. Os membros só são considerados espirituais, “na revelação”,
obedientes a Deus, conseqüentemente, postos como opções para atividades
e funções na Denominação se, e somente se, estiverem e seguirem
piamente com tais conformes;

5. O Batismo nas Águas
só é permitido caso o membro seja aprovado por Deus – “Se o Senhor
permitir” -, através da revelação da “consulta” (Bibliomancia)
realizada pelo “Grupo de Intercessão” (composto por membros
considerados, aparentemente, os mais espirituais da igreja local).
Deus, segundo eles, revela a tal grupo que determinado neófito está
apto ou não para “descer às águas”. Caso Deus aprove, será batizado;
caso contrário, aguardará alguns meses até ser, novamente, submetido à
“consulta” quando for período de batismo;

6. O Batismo no Espírito Santo
é feito de modo similar ao anterior, mas agora de forma particular pela
Bibliomancia. No final do “Seminário de Principiantes” os neófitos
presentes são convidados a realizarem a “consulta”, com o “clamor”
antes devidamente recitado, a fim de obterem a “resposta de Deus” se
eles, cada um dali, receberam o “Batismo no Espírito Santo”. Em caso de
passarem pelo crivo da Bibliomancia (versículo com teor positivo),
estarão aptos para ir aos próximos seminários; caso contrário, terão
que aguardar um tempo, em espera ao próximo “Seminário de
Principiantes” para repetir tal alto, para assim, quem sabe, ser
finalmente “Batizado no Espírito Santo”. Frisa-se que a reprovação do
neófito nesse “Batismo”, de antemão, já o proíbe automaticamente de
“batizar nas águas”;

7. Espiritualização ou veneração de objetos, tais como, arranjos de flores, o púlpito e o terno e gravata usados pelos que possuem cargos eclesiásticos:

• O Púlpito
só pode ser utilizado por homens; já que mulheres quando pregam à
igreja, em “culto de senhoras”, há de ficarem ao lado do púlpito, sem
jamais ministrar sobre ele, deixando-o vazio. Frisa-se, também, que ao
iniciar o culto, recitando o “clamor”, é devido que todos estejam
prostrados em direção ao púlpito, logo, é proibido que algum membro dê
às costas a ele; e ainda que ninguém esteja sobre Púlpito, no caso, em
“cultos de senhoras”, é determinado que a senhora que ministrará a
palavra, ajoelhe-se voltada para ele. Também, homens que exercem o
cargo de “obreiro” que no passado foram divorciados, seja antes ou
depois da conversão em Cristo, não importa, jamais devem subir a
púlpito;

• O Arranjo de Flores
é expressamente obrigatório para o processamento dos cultos, reuniões e
aulas nos templos e auditórios; o qual deve ser montado somente com
flores ou rosas naturais, sob a justificativa de agradar a Deus,
proibido, assim, o uso das artificiais; bem como é terminantemente
proibido qualquer pessoa da igreja tocar no Arranjo de Flores, pois,
segundo eles, é uma tarefa revelada por Deus para que somente
determinadas senhoras da igreja possam tocá-lo, ordená-lo e prepará-lo.
O mesmo vale para a toalha que fica sobre o púlpito;

• O Terno e Gravata
é traje eclesiástico obrigatório, pois alegam que obtiveram uma
revelação de Deus de que ao se ataviarem com requinte perante as
autoridades seculares, assim também, devem fazer perante a Autoridade
Divina, por isso, só quem pode subir a púlpito em cultos principais são
pessoas devidamente trajadas de terno e gravata;

8. A Idolatria
é vigorosa, mas muito sutil e imperceptível pelos membros; veneram,
espiritualizam e estimam exarcebadamente os patrimônios da Denominação,
como “santos” e “sagrados”, dignos de serem depositados sobre eles até
mesmo amor; inclusive, se preciso, em detrimento do ser humano,
do próximo. Segundo eles, toda a arquitetura desenhada, a estrutura e
os locais onde são erguidos são provenientes de revelação de Deus,
inclusive a mobília segue, também, um padrão estabelecido pelo Senhor
Jesus. Ressalte-se que por serem tão “sagrados”, a rigor, é proibido a
entrada de pessoas inadequadamente mal trajadas (informais e
intrigantes), como maltrapilhos, homens de bermuda e camiseta,
travestis etc;

• Os Templos
são considerados e espiritualizados como a “Casa de Deus”, como é no
judaísmo e no catolicismo, por isso devem os membros demonstrar todo
amor, cuidado, apreço e zelo por ele; com efeito, se portando com
extrema reverência e seriedade para não cometer algum sacrilégio; até
mesmo quando não estiver havendo atividades neles;

• Os Maanains,
sítios onde membros se isolam da civilização para receberem
doutrinamento, são estimados como lugares separados por Deus aqui na
Terra para o adorarem, é considerado como “um pedacinho da eternidade”,
“onde a Obra tem mais alcance” e “onde Deus fala de forma especial”;
por isso é expressamente proibido adentrarem homens vestidos de bermuda
(ainda que estejam a trabalho de limpeza e manutenção) ou barbado, ou
mulheres de calças compridas ou bermuda, pois é um lugar “santo” e
“sagrado” que deve ser respeitado e reverenciado. Por ser um lugar
“separado por Deus”, alegam que é muito comum anjos e querubins serem
vistos caminhando e sobrevoando por lá, afirmam;

9. O Fundamentalismo
de proibirem em orações a Deus expressões como “Paizinho”, “Papai do
Céu”, “Muito Obrigado” e “Obrigado”, uma vez que não há tais palavras
na Bíblia, não se devem proferir – justificam. Bem como, é considerado
falta de respeito dirigir-se a Deus de tal modo, alegam que é “chulo”.
“Eu te amo Jesus!” e derivadas, também, é uma expressão em oração
proibida, pois a reputam como carnal e emotiva, logo, Deus não aprecia
essa forma coloquial e informal de dirigir-se a Ele;

• Esportes e Lazer não
são algo naturalmente aceito pela Denominação, antes são vistos como
algo inclinável à libertinagem. Praticar atividades como musculação,
trilha, ciclismo, corrida, natação e ginástica são rigorosamente
reprováveis pela liderança e membros fundamentalistas. Alguns
raríssimos ministérios, porém, não abominam, mas também não vê com bons
olhos, mas sem farisaicamente acusar como pecador o praticante. Já
esportes ditos radicais (surfe, skate, patins etc.) taxativamente são
abomináveis. Alegam que pelo fato dos praticantes possuírem posturas
irreverentes, logo, não condiz que um servo adote tal esporte.
Inclusive, profissionais e competidores desses ramos são, jeitosamente,
induzidos a abandonarem tais atividades, uma vez como membro;

• Artes
em geral são consideradas como “opressão”. Cinemas são terminantemente
proibidos pela liderança da Denominação, alegam que é sentar-se com
escarnecedores, embora, intrigantemente, em restaurantes não inclinem
para tal conclusão. Teatros, por sua vez, são endemoninhados duas vezes
mais, sendo alvos em aulas e pregações;

10. O Exclusivismo
é gritante, visto que, segundo eles, o fundador de sua Denominação foi
o próprio Jesus Cristo, mediante uma revelação extraordinária a 06
dissidentes presbiterianos que receberam o Batismo no Espírito Santo na
década de 60. Essa revelação consistia em estabelecer novamente o Corpo
de Cristo, segundo eles, perdido há tempos, vivido tão-somente no
período da Igreja Primitiva, pois foi extirpado durante o Romanismo e o
Protestantismo. Reputam ser os únicos que exercem plenamente os noves
dons espirituais (se prendendo aos mencionados em coríntios), enquanto
as demais Denominações carecem de alguns ou abominam todos, por isso se
autointitulam de a “Obra Revelada” ou “Obra Maravilhosa”, muito comum,
também, proclamarem, quando isolados, “a Obra é filho único” ou a
“Igreja Fiel”;

11. A Intolerância Religosa
é aberrante, consideram que todas as demais denominações estão
contaminadas com pragas desse mundo, motivo pelo qual as definem como TradiçãoMescla e Movimento, ou, simplesmente, a Religião.
Rotulam os membros das demais denominações de “primos”, “amalequitas”,
“bodes”, “filhos de Baal”, “religiosos” etc. Apregoam que se associar
com qualquer um que professe uma fé cristã que não esteja sob o domínio
do Presbitério (PES), ou seja, que “não é da Obra”, é taxativamente,
segundo eles, praticar o próprio “Ecumenismo”;

12. O Sectarismo
é intenso, pois não permitem que membros engajados à Denominação sequer
possam visitar outros grupos religiosos, por mais que tais grupos sejam
sérios e compromissados com Deus; logo, coíbem o relacionamento
afetivo, a fraternidade corriqueira e casamentos de seus adeptos com os
de outras Denominações. Afirmam que “Namoro só na Obra”, “Amizade só na
Obra” e “Confraternizações só na Obra”. Até mesmo casamentos, batismos,
confraternizações ou ordenações de ministério de parentes e conhecidos
em outras Denominações, são seus membros compelidos expressamente de
não irem;

13. O Proselitismo
é bastante suscitado, uma vez que se consideram os únicos detentores da
plenitude e da ciência real e verdadeira do Espírito Santo, motivam
seus membros “a pescarem nos aquários dos outros”, segundo eles, com o
fim de os libertarem do “cristianismo falido” ou da “religião”. Sim,
generalizam tudo e todos. Convidam evangélicos de outras Denominações
para lhes visitarem, inclusive pastores, mas é proibido aceitarem
convites de outros grupos;

14. O Autoritarismo
é vigoroso de tal modo que pastores e “ungidos” (cargo logo abaixo ao
de pastor) são acobertados pela aura da “unção”; dessa forma, jamais
podem ser questionados, discordados e desobedecidos, sob pena do
desobediente incorrer ao pecado de “tocar nos ungidos do Senhor”. Ainda
que digam que são pastores de Jesus, seu poder é fundamentado no
sacerdócio veterotestamentário, pois são postos como mediadores entre
Deus e o povo, cujas palavras, ordenanças, enfim, a sua autoridade são
embasadas em “revelações”, “visões”, “sonhos” e “profecias” de Deus
sobre a vida alheia. Na prática, portanto, os pastores da “Obra” são
como “canais” ou mediadores entre Deus e a igreja;

• A Cobertura Espiritual,
então, é doutrina da Denominação. Pessoas são diretamente subalternas e
subservientes ao pastor da igreja local, tendo que sempre se
justificarem para eles das suas decisões de faltar o culto ou outra
atividade; bem como sempre pedindo seu aval em viajar com a família,
evangelizar, realizar determinados cursos em hora de atividades da
igreja etc. Namoros e casamentos, também, só serão aceitos se passar
pelo crivo do pastor, posteriormente, sua permissão. É muito comum
namoros serem terminados por ordens de pastores, e casamentos serem
proibidos por eles, sempre embasados supostamente em revelações de
Deus. Em alguns ministérios, namoros e casamentos ainda são feitos por
revelação de algum pastor, prática dogmatizada no passado pela
Denominação; mas o Senhor, hoje, revogou – justificam;

15. O Totalitarismo
é extremado, haja vista que as suas “unidades locais” (assim
denominadas, e não igrejas) espalhadas por todo o país e mundo estão
plenamente subordinadas e subservientes aos quereres e ordens do órgão
central da igreja, o Presbitério; o qual é absurdamente centralizador.
Não há respeito pela individualidade e liberdade para o ministério
local, tampouco há para com as necessidades da igreja local. Todos
devem seguir pragmaticamente o modelo, as determinações e as ordens
estabelecidas pelo Presbitério, pois, segundo eles, Deus é quem governa
a igreja e usa tal órgão como seu representante. Mensalmente todas as
“unidades locais” se reúnem para receberem doutrinamento do
Presbitério, não pelos seus pastores locais, mas pelos 07 presbíteros
do órgão central, mediante videoconferência;

16. O Absolutismo
é um apoio ao Autoritarismo e ao Totalitarismo, dado que para eles
vingarem, é imperioso que os pastores e o Presbitério sejam acobertados
da infalibilidade. Sobretudo o Presbitério que jamais admite os erros,
sempre está certo, porque sempre age debaixo das ordens supostamente
reveladas por Deus para cuidar da “Obra”, e os pastores, a seu turno,
para cuidar dos membros das “unidades locais”;

17. Estabelecidos esses elementos governistas, a Hierarquia
está em voga, a qual é extremamente baseada na filosofia militar, cujos
cargos, seguindo a ordem crescente, são os membros, Professora, Senhora
da Frente, Obreiro, Diácono, Ungido e Pastor, Coordenador do Pólo,
Coordenador da Área, Coordenador Regional, Presbitério e o Presidente.
Na medida do grau hierarquia, a obediência deve ser demasiadamente
subalterna, baseada nas revelações de Deus e na “unção hierárquica” de
que cada cargo é acobertado, sob prejuízo de “tocar nos ungidos”;

18. A Censura
é um meio sempre utilizado para proibir os membros a terem contato com
literatura, alguns filmes, músicas em geral, ainda que sejam de caráter
cristão; também é coibido a busca de estudos bíblicos sistemáticos,
inclusive a Teologia Cristã é altamente discriminada,
ridicularizada e abominada pelas pregações da liderança da Denominação.
Por outro lado, apostilas, vídeos, áudios de pregações, álbuns musicais
da Denominação e livros de editoras das quais são vinculados, são
comercializados em Maanains e distribuídos entre os membros;

• O Orkut
é o meio que causa maior pavor ao Presbitério, pastores e membros,
porque nele se encontra a comunidade de ex-adeptos (pastores, ungidos,
diáconos, obreiros, senhoras etc.) – Já Fui Um Maranata – cujo conteúdo
é bastante similar a deste espaço. Por isso, segundo eles, Deus havia
revelado que o Orkut é uma arma do diabo para enganar os “servos da
Obra”, por isso decretou que nenhum membro tenha acesso a esse meio de
comunicação. E mais, segundo eles, a etimologia de Orkut vem do gaulês
que significa: Ork: Potro e Ut: Inimigo – Potro do Inimigo;

19. O Escravismo
é intenso. Toda a estrutura organizacional e administrativa da
Denominação é edificada por trabalhos voluntários, salvos algumas
exceções; bem como a manutenção de patrimônios fica a cargo dos
trabalhos dos membros. Fazem isso sob o pretexto de estarem “fazendo a
Obra”. Pois enquanto estão trabalhando para “Obra”, Deus está
resolvendo os seus problemas. Em regra, Grupos de Louvores e
Instrumentistas são submetidos a ensaios semanais rigorosamente.
Obreiros, diáconos, senhoras de frente, professoras, pastores
participam quase todo fim de semana de seminários, mutirões de limpeza,
reuniões, encontros de igrejas, sem deixar de se considerar as
presenças diárias na Denominação, nas madrugadas, ao meio-dia, e
rigorosamente à noite, para as suas atividades de culto;

20. Os Meios de Graça é uma doutrina que, depois da Bibliomancia, é a mais importante da Denominação. São 05 Meios de Graça: Madrugada [cultos às 06h:00min da manhã], Jejum [de sábado para domingo, rigorosamente, de 00h:00min até às 09h:00min; sim, parte do jejum é dormindo.(?)], Louvor
[somente os cânticos da Denominação são permitidos: são reputados como
revelados direito da eternidade; assim, louvores de outros grupos, são
considerados “cospel”, “da mescla”, “sem revelação” ou “do homem”], Oração [oração recitando sempre a reza do “clamor”, “segredo dessa Obra”, dizem] e Palavra Revelada
[espécie de cabala, que ao decifrar supostos simbolismos, números e
tipologias ocultas nas Escrituras, a pessoa foi agraciada com essa
benção que a chamam de “Além da Letra”. Reputam que essa é a maneira
que Deus se compraz em pregar a sua Palavra, mas só eles conhecem, é
outro “segredo dessa Obra”]. Os Meios de [obter] Graça devem ser feitos
periodicamente para buscarem cada vez mais Graça. Segundo eles, a Graça
de Deus, vem através dessas obras ou meios, claro, sem deixar de
considerarem o sacrifício de Cristo. Tais “meios”, também, servem para
adquirir bênçãos de Deus ou para vencerem tribulações do dia-a-dia do
servo, justificam;

21. A Liderança e as Decisões Carismáticas:
são todas, absolutamente, carismáticas. Isto é, todas diretrizes, seja
administrativas, doutrinárias e organizacionais da Denominação são
provenientes de “revelação” de Deus. Segundo eles, “nessa Obra” não há
dedo do homem como a “religião”, pois tudo é revelado. É muito
comum, por isso, se notar a exaustiva repetição da frase “o Senhor
revelou que…” para embasar suas decisões e afirmativas;

22. A Doutrina do Medo
é extremamente implantada na Denominação. Não se pode questionar ou
discordar da Liderança geral e nem do subseqüente superior hierárquico,
sob pena de estar “tocando no ungido do Senhor” ou “blasfemando contra
o Espírito Santo”, uma vez que foi, teoricamente, o Espírito que
revelou para os pôrem em seus cargos eclesiásticos. Também, a doutrina
do Fatalismo é apregoada massificamente, em defesa de
“não poder tocar na Obra” (questionar ou discordar das doutrinas),
“tocar nos ungidos” e “sair da Obra (ser dissidente da Denominação),
pois, em caso de desobediência, o resultado seria infortúnios
decorrentes do “peso da mão do Senhor” e das investidas do “adversário”
(como chamam o diabo, pois o nome mesmo dele, não é elegante falar –
justificam). Proíbem, assim, que membros jamais continuem a
fraternidade e a ligação com os dissidentes, sob pena de punições e
excomunhão da Denominação. Apregoam a discriminação e a rejeição sobre
os dissidentes, ainda que sejam familiares;

• As Punições
são bastante rigorosas, as quais são advertência, cassação das funções
e cargos (“banco”) e, em último caso, excomunhão. Todas as decisões,
toda a doutrina que fora cuidadosamente elencada acima deve ser
cumprida draconianamente pelos membros, sob prejuízo de sofrer tais
sanções. Como toda e qualquer Denominação existe homens falhos, mas
aqueles que caem em pecado escandaloso são julgados e excluídos. Sim,
para eles existe pecadinho, pecado e “pecadão”. O pecadão é intolerante
e imperdoável para eles;

23. Sobre Dinheiro,
publicamente não é falado, como, por exemplo, são as cobranças de
dízimos e ofertas na “Religião”, alegam. Adotam, porém, o
estabelecimento do dízimo judaico, o legalismo dos 10% dos vencimentos,
cobrados, indiretamente, em reuniões fechadas, em reuniões sobre
batismo e em algumas aulas de Seminários, sob pena do “desacertado” ter
as funções cassadas, e “diagnosticado” como “enfermo espiritual”. Em
teoria, os pastores não são remunerados, pois eles não são
“profissionais da Bíblia” ou “teólogos” (mas buscam a revelação de
Deus), pois o certo é servir voluntariamente, já que a Bíblia não
aprova isso – fundamentam (?);

23. A Maledicência e o Juízo Temerário
são praxe, são demasiados sobre aqueles que abandonam a Denominação,
pois, segundo eles, jamais alguém “sai da Obra” de forma nobre, honesta
e fiel a Deus, mas são pessoas que estão em busca de: libertinagem e
mundanismo nas igrejas. É comum, também, em reuniões fechadas e
seminários nos Maanains, os dissidentes serem taxados de “caídos”,
“vadios”, “pedófilos”, “alcoólatras”, “prostitutos”, “porcos”,
“defuntos”, “bodes”, “adúlteros”, “perderam a Salvação” e “foram para a
religião” etc. Os que refutam suas doutrinas, por sua vez, recebem a
acusação de “apóstatas”, “hereges”, “serpentes da internet”, “filhos do
diado”, “pastores de si mesmos” etc.

“Mas agora estamos livres da lei, pois morremos para aquilo em que estávamos retidos; para que sirvamos em novidade de Espírito e não na velhice da letra” (Rm. 7:6).